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Bóias medidoras de Tsunami
Aqui está a animação de como o sistema DART (Deep-Ocean Deep-ocean Assessment and Reporting of Tsunamis) funciona. A fonte foi a página da NOOA PMEL:
from nctr.pmel.noaa.gov posted with vodpod
Funcionamento do DART
Quando uma onda passa pela bóia medidora, sinais são emitidos e transmitidos por satélite para os centros de alerta de tsunami localizados nos estados do Hawaii, Alasca, Washington e Mississipi.
As bóias estão localizadas por todo o Pacífico como mostra o mapa abaixo retirado da página da NOAA http://www.ndbc.noaa.gov/dart.shtml. Vale a pena ver o mapa pois há opções de interação e é possível ver online os dados emitidos pelas bóias.
Notaram que não temos nenhuma bóia na nossa costa? Apesar de termos uma posição geográfica privilegiada e a probabilidade de um tsunami atingir a nossa costa ser muito menor que nos países que tem costa no Pacífico essa probabilidade ainda existe. Alguns podem lembrar do grande susto que o imprevisto terremoto na bacia de Santos gerou em abril passado, mas a maior ameaça de um tsunami nas nossas costas viria das Ilhas Canárias, que apresenta grande atividade vulcânica e representa um grande risco de atividade tectônica que poderia originar tsunamis. Vale lembrar que os mecanismos de geração de um tsunami ainda não são completamente entendidos pelos cientistas, e ninguém pode afirmar que um tsunami vai ou não ser gerado em alguma localidade. Mas, num assunto como esses, eu prefiro ficar do lado mais seguro: É melhor prevenir do que remediar.
1 comment Maio 9, 2008
Internationalization of the world – Cristovam Buarque
I did not write this, but I it is one of my favorite speeches. Brazilian Senator Cristovam Buarque gave a lecture in t New York University in 2000, after the lecture he was questioned about the internalization of the Amazon region. And, this is his answer:
“During a recent discussion, in the United States, someone asked my opinion regarding the internationalization of the Amazon Region. The youngster asserted that he expected a response of a humanist and not of a Brazilian.
This was the first time anyone had established the humanist viewpoint as the starting point for my response. In fact, as a Brazilian I would have responded simply against internationalization of the Amazon Region. Even if our governments have not given the attention that this treasure deserves, it is ours. I responded that, as a humanist, realizing the risk of environmental destruction that threatens the Amazon Region, I could imagine its internationalization, just as for everything else that is important to humanity.
If the Amazon Region, from a humanist΄s point of view, has to be internationalized, then we should internationalize the oil reserves of the entire the world as well. Oil is just as important to the well being of humanity as the Amazon Region for our future. Nevertheless, the owners of oil reserves feel it is in their right to increase or decrease oil production and to raise or lower the price. The rich of the world, feel they have the right to burn this valuable possession of humanity. Similarly, the financial capital of the wealthy nations should be internationalized. If the Amazon Region is a natural reserve for every human being, then it could not be burned down by the decision of a landowner or a country. To burn down the Amazon Region is so tragic, as the unemployment provoked by the arbitrary decisions of world wide speculators. We cannot permit that the world΄s financial reserves serve to burn down entire nations according to the whims of speculacion.
Before the (internationalization of the) Amazon Region, I would like to see the internationalization of all the world΄s great museums. The Lourve cannot belong only to France. Each museum in the world is a guardian for the most beautiful works produced by the human genius. It cannot be permitted that these cultural possessions, as the natural posession of the Amazon Region, can be manipulated or be destroyed according to the whims of an owner or a country. Recently, a Japanese millionaire decided to have a painting of a grand master burried with him in the grave. This painting should have been internationalized.
At the time of the meeting, in which this question came up, the United Nations convened the Forum of the Millennium and the presidents of several countries had difficulties in attending due to barriers (they faced) at the border. Therefore, I contend that New York, as the base of the United Nations, should be internationalized. At least Manhattan should belong to all of humanity. Similarly Paris, Venice, Rome, London, Rio de Janeiro, Brazilia, Recife, every city with its own beauty, its own history should belong to the whole world.
If the United States wants to internationalize the Amazon Region, due to the risk of leaving it in Brazilian hands, then we should internationalize all the nuclear stockpiles of the United States. Particularly since they have already shown that they are capable of using these weapons, causing a destruction thousands of times greater than the sad fires taken place in the Brazilian forests.
During their debates, the current U.S. presidential candidates have defended the idea of internationalizing the world forest reserves in exchange for the debt. We could begin to use this debt to guarantee the right of every child in the world to attend school. We could internationalize the children treating all of them, regardless of their birthplace, as a posession which deserves the care and attention of the entire world. Even more so than the Amazon Region. When the world leaders attend to the world΄s poor children as possessions of Humanity, they will no longer permit that these children work when they should be studying, that they die when they should be living.
As a humanist I accept to defend the internationalization of the world. So long as the world treats me as a Brazilian, I will fight so that our Amazon Region will be ours. Only ours.”
Text by Cristovam Buarque (Professor of Brasilia University, ex-governor of Brasilia, D.F. and Brazilian Senator). As reported in the Brazilian Daily O Globo on the 23rd of October, 2000.
(I found the translation on the following website: http://www.diaplous.org/amazo.htm)
11 comments Maio 7, 2008
Blackle
Eu mudei! Mudei a minha pagina inicial para Blackle, apesar de que a mesma não possui todas as maravilhosas características do Google (como somente procurar fotos, ou mapas).
Para quem não sabe de que diabos estou falando, Blackle eh uma pagina customizada, toda preta, que usa o mecanismo de buscas do Google. E, a cor escura eh devido a esse post: Black Google Would Save 750 Megawatt-hours a Year
O autor da teoria levou em conta que as telas brancas (ou em cores claras) consomem mais energia do que telas pretas (ou em cores escuras). Dessa forma, se sites que são acessados por longos períodos trocarem seus fundos de tela de branco para preto, energia seria economizada.
Muitas discussões foram feitas apos a teoria inicial… para monitores antigos (CRT), isso funcionaria muito bem, mas os monitores novos (LCD), utilizam uma quantidade de energia muito próxima para todas as cores. Apesar de que, com experimentos caseiros ou mesmo pesquisas cientificas (ex. Robertson et al. 2002), o preto vem se mostrando mais eficiente , necessitando de menos energia para ser produzido.
Assim, nao custa tentar: www.blackle.com
Add comment Dezembro 6, 2007
Tsunami II
Voltando aos tsunamis, uma das coisas que mais me indignou na tragédia de 2004 foi a incapacidade de algo ter sido feito para preveni-la. Eu, como boa brasileira e latina, adoro colocar a culpa no “sistema” e no fim, no fim mesmo, a culpa eh sempre dos EUA, como a nova serie da Globo (que também é uma das minhas culpadas favoritas) mostra bem.
Na época do incidente as técnicas mais modernas que citei no outro post sobre Tsunamis não existiam (como o MOST e DART), mas o protocolo para tentar achar as ondas e estimar a formação de um tsunami estava bem estabelecido. Desta forma, os pesquisadores do centro de alertas de Tsunami do Pacifico receberam imediatamente os dados do terremoto na indonésia, analisaram os dados, e viram q não havia possibilidade da onda atingir a nenhum ponto da sua rede de abrangência. Pois esse sistema de detecção eh uma colaboração entre certos países. O tsunami atingiu a indonésia em muito pouco tempo, e quase nada poderia ter sido feito, mas eles puderam prever a chegada de uma onda mortal a Tailândia.
E então chegamos a parte interessante da historia. Eu acreditava que eles simplesmente se negaram a tomar uma posição (como amplamente noticiado pela nossa imprensa), mas o que houve foi falta de possibilidade de alguma coisa ser feita. Ao noticiarem que a onda poderia atingir a Tailândia (já tarde demais para alguma coisa ser feita em relação a Indonésia), os pesquisadores tentaram entrar em contato com o governo do pais. Mas, diferente dos países pertencentes “a rede”, com os quais eles possuem uma linha direta, conseguir um numero e conseguir conversar com alguem do outro lado demorou muito. E, quando eles conseguiram comunicar o problema, a Tailândia não possuía nenhum plano de ação para Tsunamis, e a tragedia foi inevitável.
E, em termos de desastres naturais, isso inclui ter meios de prever a tragedia, de comunicar a população eficientemente o que vai acontecer (por meio de sirenes, TV e radio), ter pessoal treinado para interagir com o publico e dirigir a evacuação e educar a população para o que fazer quando ouvir um alerta e ter preparo para lidar em uma emergência. Nada disso existia lá naquela época, e o alerta do Tsunami caiu no vácuo da falta de opções.
Novamente, caímos na mesma situação de uma ação só ser tomada quando o desastre bate em nossa porta. Mas ao menos eu me senti mais confortável com os meus colegas que trabalham com a previsão dos tsunamis, sabendo que não negligenciaram a informação.
PS> Obrigada a Kazinha pela dica da serie O Sistema! Imperdivel!
Add comment Novembro 25, 2007

