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Tsunami I

Hoje pela manha ocorreu um terremoto no Chile (minha manhã), 7.7 graus de magnitude. Um alerta de tsunami foi emitido pelo centro de tsunamis do Pacifico, localizado aqui em Oahu e um dos meus top bookmarkers (http://www.prh.noaa.gov/ptwc/) e cancelado um pouco depois. Isso me fez lembrar de uma das melhores aulas que tive durante esse semestre, na matéria de Ondas, sobre Tsunamis.

Bom, todo mundo já ouviu falar em Tsunami, especialmente depois do desastre na indonésia em 2004. O que eh interessante são as historias por trás dos Tsunamis, ou de como evitar os desastres (ou não, como ocorreu). Para uma explicação básica de Tsunami: http://en.wikipedia.org/wiki/Tsunami

Uma das coisas mais interessantes sobre a propagação dessas ondas eh que elas tem uma direção preferencial. Isso significa que elas não se propagam circularmente, como as ondas em um lago quando jogamos uma pedra, com a mesma intensidade e amplitude nesses círculos… Eles seguem as linhas de relevo no fundo oceânico, tendendo a permanecer com maior amplitude nas cadeias meso-oceânicas. E, o tsunami da indonésia serviu para confirmar isso. Estudos de modelagem numérica e simulações das ondas formadas mostram isso claramente:

Isso tem imensa importância para a predicabilidade dos tsunamis de atingir algum local… A previsão dos tsunamis ocorria assim: quando ocorria um terremoto em qualquer ponto do oceano os dados sísmicos de intensidade e duração do terremoto eram avaliados e caso houvesse risco de formação de um tsunami, um alerta era emitido. Depois leitores de nível, espalhados nas ilhas oceânicas, eram analisados em busca da onda do tsunami sendo registrada. Caso ela aparecesse nos registros, o alerta de tsunami era mantido, caso contrario, cancelado. Mas, como essa onda não se propaga igualmente ela pode ser registrada em um ponto e nao atingir nenhuma costa ou, pior, pode não ser registrada por nenhum sensor e atingir algum lugar como aqui, o Hawaii, que está numa posição privilegiada de receber tsunamis de todas as direções.

E agora? Antes da tragédia, ninguém dava muita bola para os pesquisadores que clamavam que era necessário um sistema mais eficiente de leitura de ondas. Hoje em dia, exitem medidores de pressao assentados no fundo do oceano em quase toda a volta do Pacifico, esse programa eh intitulado DART (Deep-ocean Assessment and Reporting of Tsunamis – http://nctr.pmel.noaa.gov/Dart/index.html). Assim, os dados desses instrumentos também são analisados para verificar se esta acontecendo a propagação da onda do tsunami (ou não), complementando a falta de dados nas areas onde nao existem ilhas oceânicas para a leitura do nivel.

Alem disso, eles contam com os dados do MOST (haha – parece piada, mas eh verdade) (Method of Splitting Tsunami – http://nctr.pmel.noaa.gov/model.html) , um modelo que simula a geração de um tsunami por terremotos ao longo de toda a zona de subdução do Pacifico. A simulação eh feita divindo a área em pequenos bloquinhos, assim quando um terromoto ocorre, eles colocam as informações do(s) bloquinho(s) correspondente(s) e, dale, lá está o tsunami que aparecera se for gerado.

Assim, podemos ver a onda do tsunami que chegaria ao Hawaii caso o terremoto do Chile tivesse dado em algo:

Mas, gracas as bóias do DART que não registraram nenhuma anomalia, logo o alerta foi cancelado. Dia normal de trabalho, e finalmente pude escrever esse post, guardado há um tempo.

(O crédito dos dois filmes mostrados nesta página é da NOAA / PMEL / Center for Tsunami Research)

Add comment Novembro 15, 2007


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