Sacolinhas, sacolinhas…

A notícia que supermercados de Sampa vão parar de oferecer sacolinhas de plástico gratuitamente foi uma ótima surpresa.  Mas, nem todo mundo concorda comigo, o que me levou a pensar e pesquisar um pouco mais sobre o tema.

As perguntas que mais vi foram: Por que  é tão importante abolir sacolinhas de plástico? Como vou carregar as compras? Onde vou colocar meu lixo? 

Vou comecar dizendo que as sacolinhas não são culpadas por todas as mazelas ambientais. Não mesmo.  Já escrevi sobre os problemas do plástico em um post anterior. Mas parar de usá-las é o primeiro passo em direção a uma sociedade menos plástica, menos poluente. Não é porque temos tanto plástico à nossa volta que temos que continuar produzindo e descartando mais plástico. Como os gringos dizem : dois erros não fazem um certo (two wrongs don’t make a right). A gente tem que começar de algum lugar, e as sacolinhas são um bom começo.

MAS, apesar de ser totalmente a favor de acabar com as sacolinhas gratuitas, acho que o governo é muito omisso. As redes de supermercado vão economizar milhões por não pagar  pelas sacolinhas e essa economia vai repassada para os consumidores? Isso seria um dos muito benefícios de não se usar sacolinhas.

No estado de São Paulo, R$ 200 milhões por ano são movimentados no comércio de sacolinhas. Isso vai virar apenas lucro para os supermercados e prejuízo para a indústria de embalagens?  Temos que nos mobilizar!

Não sejamos contra a proibição das sacolinhas. Sejamos a favor que:

    • esse benefício seja repassado ao consumidor
    • parte do lucro da venda de sacolinhas seja investido em ações de reciclagem e educação ambiental. Como a Irlanda fez, recolhendo imposto sobre a sacolinhas. Podemos chamar do Imposto Sobre Circulação de Sacolinhas(ISCS), que seria usado para a Bolsa-Lixo, ajudando os que não tem condições a se desfazerem do lixo de maneira correta. Brincadeiras a parte, e um tema sério, e que merecia maior envolvimento nosso e de nossos governantes.
    • ampliação do oferecimento de coleta seletiva
    • educação ambiental como parte do currículo escolar em escolas públicas
    • da aprovação de leis importantes, como a proibindo o uso de BPAs em produtos infantis (veja meu post sobre isso)

Novamente, a sacolinha é apenas o primeiro passo. Nos próximos posts vou discutir as questões levantadas pela remoção de sacolinhas, mitos comuns e possíveis soluções e ideias.

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Arquivado em Brasil, Plásticos

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